sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mais de 300 kg de maconha são apreendidos no Norte do Paraná


Durante operação de fiscalização, Policiais Militares Rodoviários do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) apreenderam 313 kg de maconha na PR 317, KM 11, em Colorado, região norte do Paraná, a 90 km de Maringá. A droga estava escondida em um fundo falso na carroceria de um Ford F-350.
Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, eles notaram que o motorista parou o caminhão a 100 m da unidade de fiscalização e se escondeu na plantação de cana que havia ao lado da rodovia. A cena teria despertado a desconfiança dos policiais, os quais foram vistoriar o veículo.
Ao perceberem um fundo falso na carroceria, os policiais militares teriam utilizado uma esmilhadeira para cortar os parafusos que prendiam o assoalho e teriam encontrado os 255 tabletes de maconha, os quais totalizaram 313 kg da droga. O veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Colorado para que sejam tomadas as atitudes cabíveis.
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- Beto Richa anuncia verba para reforma do Tea...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

RICHA TEME AÇÃO DO PCC TAMBÉM NO PARANÁ

Email revela temor de ações semelhantes às que vêm ocorrendo em São Paulo e Santa Catarina; alerta máximo no estado governado por Beto Richa, que vê a região de Foz do Iguaçu, como possível foco das primeiras ações


do Blog do Esmael - Um e-mail enviado pelo comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), tenente-coronel Douglas Sabatini Dabul, no último dia 2 de novembro, alerta todo o efetivo da Polícia Militar sobre possíveis ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná, a exemplo do que vem ocorrendo em São Paulo. Nesta semana, a onda de violência chegou até o estado de Santa Catarina.
“Uma interceptação, região de Foz, onde há notícias que o PCC-PR recebeu ordem para agir como eles vêm agindo em São Paulo. Todos os policiais BPEC deverão ser alertados individualmente, começando pelos que trabalharão no sábado e domingo, devendo ainda este alerta ser repassado a todos, pessoalmente, por email ou telefone”, diz o comunicado, divulgado no site Profissão PM, mantido por policiais e bombeiros do Paraná.
Em São Paulo, cerca de 100 PMs foram executados por encomenda do PCC na onda de violência que assusta o estado vizinho e que escandaliza o país.
Depois de questionado sobre as informações ali colocadas, via e-mail, o site “Profissão PM” saiu do ar e aparece agora “em manutenção. O blog também tentou fazer contato duas vezes com tenente-coronel Dabul, que também é coordenador estadual do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). O BEPC informou que o tenente-coronel está em viagem e retorna na segunda-feira (19).
A preocupação do governo do Paraná aumentou depois que a onda de violência bateu à porta de Santa Catarina. Desde segunda-feira (12), os municípios de Florianópolis e Blumenau foram alvos de 20 ataques registrados. Segundo o governo catarinense, 36 suspeitos foram detidos acusados de participar das ações criminosas.
“Estamos acompanhando o que esta acontecendo em São Paulo e também em Santa Catarina. Estamos monitorando essas ações e tomando as medidas necessárias para evitar que isso se instale também no estado do Paraná”, disse Richa, em entrevista aos jornalistas Karlos Kolhbach e Antonio Senkovski, do jornal Gazeta do Povo.

Romanelli defendem renovação no PMDB do Paraná


do Bem Paraná
Em disputa com o senador Roberto Requião pelo comando do PMDB do Paraná, deputados estaduais defendem a renovação do partido para as eleições para o governo em 2014.
Ex-líder do governo Requião na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli – um dos parlamentares peemedebistas cotados para assumir a presidência regional da legenda – afirma que o partido não pode continuar repetindo erros do passado, e precisa buscar “caras novas” caso queira manter-se como uma força política relevante no Estado. 

A convenção que deve escolher o novo comando do PMDB paranaense está marcada para o próximo dia 15 de dezembro. Requião pretende assumir a presidência do diretório estadual com o objetivo de lançar-se candidato ao governo daqui a dois anos. A bancada peemedebista na Assembleia pretende manter a presidência nas mãos de um deputado estadual, como forma de garantir o controle das articulações para a disputa de 2014. Romanelli, que está licenciado do cargo de secretário de Estado do Trabalho do governo Beto Richa (PSDB), já defendeu publicamente o apoio do partido à reeleição do atual governador. Além disso, o ex-governador Orlando Pessuti também manifestou a intenção de disputar a presidência da legenda. 

Romanelli lembra que uma eventual candidatura de Requião ao governo seria a quinta. “Acho que é hora de começarmos a pensar em alternativas. Será que não é o caso de um candidato novo para disputar o governo?”, questiona. “Temos que trazer gente nova para o PMDB. Isso é essencial para o partido. Não dá para ficar repetindo os erros do passado”, argumenta. 

O deputado avalia que partidos novos, como o PSC do deputado federal Ratinho Júnior, e o PSB têm crescido nas últimas eleições justamente por saberem capitalizar esse desejo de renovação. “Os partidos novos deixaram de ser nanicos porque estão abrindo espaço para novas lideranças. E estão ocupando o espaço dos partidos tradicionais”, diz. 

Nas eleições municipais deste ano, o PMDB elegeu 56 prefeitos no Paraná, contra 136 eleitos em 2008. O partido ficou de fora das eleições das cinco cidades paranaenses que tiveram segundo turno. Em Curitiba, concorreu com Rafael Greca, que fez pouco mais de 100 mil votos e não chegou ao segundo turno. Além disso, viu sua bancada na Câmara Municipal ser reduzida para apenas uma cadeira, com a reeleição da vereadora Noêmia Rocha. 

Os deputados que defendem o apoio à reeleição do governador Beto Richa argumentam que uma candidatura própria ao governo isolada não teria competitividade. E o partido correria o risco de ver sua bancada, hoje a maior da Assembleia com treze deputados, reduzida a menos da metade.

Já o governador tem o interesse de atrair os peemedebistas para uma aliança formal, como estratégia para reforçar sua base político-eleitoral, em especial nas cidades menos populosas do interior, onde o PMDB ainda tem expressão. Para isso, estaria disposto a nomear outro parlamentar da legenda para um cargo no primeiro escalão, na reforma do secretariado que deve promover até o início do ano que vem.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diabetes mata mais que aids e trânsito no Brasil

Entre 2000 e 2010 a diabetes matou mais de 470 mil pessoas
Dados do Ministério da Saúde divulgados hoje (13) indicam que 54 mil brasileiros morreram em 2010 em decorrência do diabetes. Isso significa que a doença matou quatro vezes mais do que a aids (12 mil óbitos) e superou o total de vítimas de trânsito (42 mil) no país.

A pasta alertou que o total de mortes provocado pelo diabetes é ainda maior quando se considera que a doença age como fator de risco para outras enfermidades, como câncer e doenças cardiovasculares. Em 2010, o diabetes esteve associado a 68,5 mil mortes, o que totaliza cerca de 123 mil mortes direta e indiretamente.

De 2000 a 2010, a doença foi responsável por mais de 470 mil mortes em todo o Brasil, enquanto a taxa de mortalidade avançou de 20,8 para 28,8 casos para cada 100 mil habitantes.

As mulheres são as principais vítimas e responderam, em 2010, por 30,8 mil mortes contra 24 mil entre os homens. Em 2000, 20 mil mulheres morreram por causa do diabetes, ante 14 mil homens.

A faixa etária com o maior número de mortes, em 2010, é acima dos 80 anos, totalizando 15,7 mil. O número mais que dobrou quando comparado ao ano 2000, quando 6,7 mil mortes foram notificadas na mesma faixa etária.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o diabetes constitui um problema contemporâneo. Ele lembrou que, atualmente, 15% da população brasileira são obesos e que o quadro é um facilitador para a doença.

"Esta é a hora de revertermos a possibilidade do nosso país ser cada vez mais um país de diabéticos", disse, ao citar mudanças como melhoria dos hábitos alimentares e aumento da atividade física. "É um momento fundamental para que o conjunto da população brasileira, sobretudo os profissionais de saúde, tenham atitudes em relação à prevenção", completou.

No ano passado, o governo federal lançou o Plano de Ações para o Enfrentamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que inclui medidas para a redução de casos e de mortes por diabetes.

A meta é alcançar queda de 2% ao ano nas mortes prematuras provocadas por doenças crônicas, a partir da melhoria de indicadores relacionados ao consumo de álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade, fatores considerados de risco para o diabetes.

Fonte: Agência Brasil

Ônibus De Estudantes Bate Contra Barranco E Deixa Um Morto E 15 Feridos

Coletivo levava 40 passageiros, a maioria estudantes com idades entre 14 e 15 anos. Ônibus saiu de Curiúva e seguia para Curitiba quando perdeu o controle e bateu contra um barranco, segundo PRE
Uma adolescente morreu e outras 15 pessoas ficaram feridas depois de um ônibus bater contra um barranco na PR-090, em Piraí do Sul. Conforme informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o coletivo levava 40 passageiros, a maioria deles alunos entre 14 e 15 anos da cidade de Curiúva. A vítima fatal do acidente foi identificada como Brenda Aparecida dos Santos Batista, de 15 anos.
destino do veículo era a cidade de Curitiba. A batida ocorreu às 5h45 da manhã no quilômetro 162 da rodovia, entre as cidades de Ventania Piraí do Sul. O ônibus havia percorrido menos de 100 quilômetros quando ocorreu a batida. Curiúva fica a 250 quilômetros de Curitiba. O local do acidente, em Piraí do Sul, fica a pouco mais de 70 quilômetros de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
O local do acidente desta manhã fica a apenas cinco quilômetros de onde um ônibus despencou em uma ribanceira deixando 10 mortos e 29 feridos, no último dia 16 de julho 
. O coletivo era de Belém (PA) e levava 54 ocupantes. O grupo era formado por estudantes de computação que iriam participar do 32.º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação.
Naquela oportunidade, o acidente ocorreu no quilômetro 155 da PR-090, em uma curva. O ônibus e um caminhão baú se tocaram em uma curva e o motorista do coletivo perdeu o controle do veículo. De todos os feridos, 21 (com ferimentos mais leves) precisaram ser levados para o Hospital São Camilo, em Piraí do Sul.
fonte gazetadopovo.com.br

Programa Família Paranaense em mais 100 municípios


O Programa Família Paranaense, que desde o início do ano atende 30 municípios, será estendido para mais 100 cidades, passando a atender 30 mil famílias em situação de extrema vulnerabilidade social. A relação de municípios que passarão a ser atendidos foi definida nesta segunda-feira (12) pela secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, em conjunto com a equipe técnica do programa.
“Com a expansão, vamos atingir 30 mil famílias com ações diretas do governo do Estado para combater a pobreza extrema. A meta é atingir 100 mil até 2014”, disse a secretária. “Durante os dois anos de permanência no Família Paranaense, cada família tem o suporte do Estado e das prefeituras para que conquiste sua autonomia e emancipação”, destacou Fernanda Richa.
O mapa abaixo mostra a expansão do programa. Clique sobre a imagem para ampliá-la.


O mapeamento dos municípios prioritários foi realizado com base em três critérios: Índice Ipardes de Desempenho do Município (IPDM), percentual de extrema pobreza dos municípios e dados do Índice de Vulnerabilidade da Família (IVF-PR), extraídos da base de dados do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal. Todos os critérios são pactuados na unidade gestora estadual, composta por 17 secretarias de Estado, além da Comissão Intergestores Bipartite (Cib) e do Conselho Estadual de Assistência Social (ceas).
INVESTIMENTOS – Na sexta-feira (09), Fernanda Richa e representantes da unidade gestora do programa Família Paranaense reuniram-se com a missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No encontro foi detalhada a forma de atuação de cada secretaria junto às famílias.
O programa Família Paranaense trabalha com seis eixos principais: assistência social, habitação, educação, saúde, agricultura e trabalho. Abrange também ações nas áreas de segurança pública, meio ambiente, cultura e esporte. Na área habitacional, por exemplo, está em curso a urbanização integral dos territórios escolhidos, com melhora ou substituição de casas, titulação da terra e obras de pavimentação, água e esgoto.
A previsão é que nos próximos meses aconteça mais uma reunião com a missão do BID antes da definição da data para a assinatura do plano de financiamento do programa Família Paranaense, que será elaborado ao final da missão.
http://www.fabiocampana.com.br

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Agricultura – Richa lança programa para recuperar e modernizar estradas rurais

O governador Beto Richa lançou nesta segunda-feira (12/11), no Palácio Iguaçu, o programa Patrulha do Campo, que irá repassar máquinas e equipamentos a consórcios de municípios para recuperação e modernização de estradas rurais. Trinta patrulhas, de um total de 60 que serão adquiridas pelo Estado até 2014, já estão à disposição das prefeituras.Na solenidade realizada em Curitiba, três consórcios municipais firmaram convênios com o Estado, dois da região Noroeste e um do Centro-Oeste paranaense. Além de maquinário, o governo vai dar suporte às prefeituras na elaboração de projetos técnicos e de engenharia para a recuperação as estradas. Inicialmente, o programa atenderá cerca de 200 municípios, com o aporte de R$ 110 milhões.Cada patrulha é composta por escavadeira, trator de esteira, pá-carregadeira, motoniveladora, rolo-compactador, caminhão-comboio, caminhonete, carreta para o transporte dos equipamentos e cinco caminhões basculantes. Com o trabalho prévio de engenharia, o objetivo é reduzir os impactos ambientais e reduzir gastos futuros para conservação e manutenção das vias não pavimentadas.“As obras de adequação e melhoria dessas vias têm sido a maior demanda por parte dos municípios ao governo do Estado. Estamos cumprindo um compromisso assumido com os prefeitos e renovando a frota de máquinas, que estava sucateada. Queremos fortalecer a agricultura e a pecuária, a base da economia paranaense”, disse Richa.De acordo com Richa, ao Patrulha no Campo se somam outras iniciativas já em execução para apoiar os municípios na tarefa de manter estradas rurais, como o repasse que óleo diesel a pavimentação poliédrica (com pedras irregulares) de trechos prioritários. “O Estado se aproxima cada vez mais dos municípios para melhorar a vida das pessoas que moram no Interior e que tanto contribuem para o crescimento do Paraná”, disse Richa.
O Patrulha do Campo será coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e executado pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). As prefeituras devem se responsabilizar pelos operadores de máquinas. A Secretaria da Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) cedem os equipamentos e vão capacitar os operadores de máquinas. Também serão responsáveis pela elaboração dos projetos de readequação.
NOVO CONCEITO – O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que as patrulhas vão instituir um novo conceito de construção e manutenção de estradas rurais no Estado, em integração com as lavouras. “Não adianta ter uma estrada perfeita se no seu entorno existe uma lavoura mal conservada que joga água em seu leito, provocando erosão”, explica.
De acordo com Ortigara, o projeto ajuda a promover a conscientização das comunidades sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais, especialmente a água e o solo, como condição básica para a melhor conservação das estradas rurais. “Estamos reescrevendo o pacto federativo com o apoio do governo aos municípios. É uma forma de reduzir o custo para o trabalhador rural e permitir que a riqueza fique no campo”, avaliou Ortigara.
Ele afirmou que o produtor paranaense gasta quatro vezes mais que a Argentina e os Estados Unidos, maiores concorrentes do Estado no mercado mundial de alimentos, para enviar uma tonelada de soja até o porto para exportação. “Com integração, estamos mudando esse cenário e oferecendo condições de infraestrutura aos produtores”, disse secretário. Com o repasse das patrulhas, ele estima que no mínimo 5 mil quilômetros por ano de estradas rurais sejam revitalizados.
TRAFEGABILIDADE – O estado do Paraná possui 110 mil quilômetros de estradas rurais, por onde passam 30 milhões de toneladas de grãos por ano e um grande volume de frangos, suínos, bovinos, leite, madeira, hortaliças, insumos agrícolas, entre outros produtos do meio rural. A trafegabilidade também é fundamental para o bom funcionamento do transporte escolar, do acesso aos serviços de saúde, lazer e para o desenvolvimento econômico e social dos municípios.
O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, explica que a manutenção das estradas rurais é de competência dos municípios, mas as prefeituras não têm conseguido arcar com as obras. “O Estado age para dar suporte e garantir as condições aos produtores de escoar suas safras”, afirmou o secretário. Ele citou outros investimentos da secretaria para corrigir os gargalos de infraestrutura, como a construção de pontes, ferrovias, aeroportos, duplicação de estradas e ampliação dos portos.
AVALIAÇÃO – Cerca de 25 municípios, integrantes do consórcio da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), assinaram o convênio para receber as obras. De acordo com Fábio D’Alécio, presidente da Comcam e prefeito de Ubiratã, os municípios têm grandes dificuldades de conservar estradas rurais. “Sozinhos teríamos dificuldades, mas com o apoio do governo vamos agora executar obras que estavam atrasadas”, disse o prefeito.
Também assinaram o termo o prefeito de Paranavaí, Rogério Lorenzetti, representando municípios da região Arenito Caiuá, e Cesar Augusto Bovino, de Rio Bonito do Iguaçu, que lidera o consórcio envolvendo prefeituras da região do Cantuquiriguaçu.
O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, também avaliou positivamente o programa do governo estadual e disse que o investimento nas estradas rurais será fundamental para reduzir os custos dos produtores. “Iremos assim diminuir o risco Brasil e atender uma das principais necessidades dos agricultores”, disse ele. Além de prefeitos, estiveram presentes na cerimônia deputados estaduais, federais e vereadores.
O Governo do Estado está repassando cerca de R$ 7 milhões por ano para a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) para cobrir gastos de custeio e manutenção da equipe técnica do programa Patrulha do Campo. A Secretaria de Agricultura vai investir outros R$ 3,57 milhões em obras adicionais de estradas em sete consórcios.
Além disso, outros R$ 30 milhões, em recursos do Programa Pró-Rural, que estão sendo repassados pelo Banco Mundial, serão aplicados na compra de outros nove conjuntos de equipamentos para a recuperação de estradas.
A solenidade contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, com o líder do governo no legislativo estadual, deputado Ademar Traiano, além de diversos parlamentares, prefeitos e outras autoridades

domingo, 11 de novembro de 2012

Dificuldades para fechar as contas

Com repasses do FPM menores que o esperado, mais de 3,3 mil municípios devem ter problemas de caixa neste fim de ano



Mais de 3,3 mil municípios brasileiros não vão conseguir fechar as contas neste fim de ano. A afirmação é da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), diante dos últimos repasses feitos pela União por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). ''O repasse está abaixo das expectativas'', conforme relatou o diretor financeiro da entidade e prefeito de Barracão (Sudoeste), Joarez Heinrichs (DEM). No Paraná, onde 90% das cidades dependem do dinheiro que chega através do fundo, o aperto nas contas está fazendo muitos prefeitos reduzirem os custos, cortando até serviços e compra de medicamentos. 

O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), Gabriel Samaha (PPS), o Gabão, apontou a política de aquecimento da economia, adotada pelo governo federal, como a principal causa da redução de verbas no FPM. ''Com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) o dinheiro destinado para o FPM é menor e consequentemente menor para as prefeituras.'' O IPI e o Imposto de Renda (IR) são os dois principais componentes do fundo, que é abastecido com 23,5% do que é arrecadado pela União. 

Gabão afirmou que a esperança agora está depositada no encontro com a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), na próxima terça-feira, em Brasília. Na ocasião, a presidente deverá dar uma satisfação aos prefeitos depois da última Marcha até o Distrito Federal. ''A longo prazo é preciso rever o pacto federativo, passar mais dinheiro aos municípios, coisa que o governo não faz há muito tempo'', afirmou. 

Contudo, para resolver a situação neste fim de ano, Gabão apontou que a medida correta seria ''colocar dinheiro no fundo, pegar em outras fontes, como por exemplo foi feito pelo ex-presidente Lula''. Segundo Joarez, Dilma tem sinalizado outras soluções, menos imediatas. ''Ela pode aumentar o prazo da dívida com o INSS, mas isso não resolveria para os pequenos municípios a curto prazo.'' 

De acordo com o diretor da CNM, ''a previsão era que o governo federal tivesse neste ano R$ 60 bilhões para o FPM, mas o montante neste fim de ano está em R$ 54 bilhões''. Ele lembrou que em valores absolutos, houve aumento no volume de um ano para cá, ''mas a questão é que também houve aumento nas despesas''.
Edson Ferreira 
Reportagem Local

A vida sorri para Judite



Em pé na porta de uma residência simples, com dois cômodos, dona Judite dos Santos termina a conversa cantando os versos da música que muito escutou em Campo Formoso, na Bahia: ''Acorda, Maria Bonita/ Levanta, vai fazer o café/ Que o dia já vem raiando/ E a polícia já está em pé''. 

Vivendo a milhares de quilômetros da terra natal, a senhora de rosto marcado, cabelos brancos e um sorriso incontrolável está prestes a comemorar um século de vida no próximo dia 14, com direito a uma celebração religiosa e uma festa organizada pelo Centro de Educação Infantil (CEI) Irmãs de Betânia, no Jardim Nossa Senhora da Paz, zona oeste de Londrina. 

Sua história de vida carrega traços de sofrimento, simplicidade e muito saudosismo. Com uma memória ativa e um ótimo humor, essa baiana relembra a infância vivida no sertão, a presença de Lampião em sua casa e a canção, que escutava ele cantar para Maria Bonita levantar e fazer o café. 

Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, foi o mais famoso cangaceiro nas décadas de 20 e 30. Sua liderança era respeitada por todos os cantos do Nordeste, inclusive na terra de dona Judite, onde ele chegava acompanhado por outros 12 cangaceiros e sua companheira Maria Bonita, a única mulher do bando. 

O cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro, originado em questões sociais e fundiárias da região e caracterizado por ações violentas. O grupo não tinha moradia fixa e perambulava pelo sertão, praticando assaltos, pegando as mulheres à força e matando quem não os respeitava. 

Com apenas 10 anos, dona Judite viu Lampião entrar em sua casa e usar a panela de barro de sua avó para cozinhar um bode que havia acabado de matar. ''Todo mundo tinha medo dele, principalmente as mulheres. Quem não o respeitasse, era morto. Um dia, vi ele matar um velho, empurrando ele contra um pé de mandacaru, que tem uns espinhos deste tamanho'', diz, mostrando a palma da mão. 

O chapéu de couro, a farda azul da polícia e a sanfona eram características marcantes dos cangaceiros, segundo dona Judite. Ela conta que seu pai não falava nada sobre o assunto, mas quando o bando chegava, era preciso entregar todo o dinheiro obtido com a venda de mandioca, mel e animais. 

''Lampião era grande, alto, 'grosso' e tinha um olho cego. Mas ele também era alegre e conversava com os pequenos. As meninas achavam ele bonito e eu gostava do vestuário, com aquele cinturão carregado de bala'', diz animada. 

O grupo andava a cavalo ou a pé, dormia em redes ou no próprio chão e fazia tocaias por toda a caatinga. ''Minha avó morria de medo deles e dizia no meio do caminho: 'vamo correr, vamo'. Me lembro dela correndo feito doida com a trouxa de roupa na cabeça, fugindo dos cangaceiros'', conta, aos risos. 

Criada pelo pai e pela avó, dona Judite não chegou a conhecer a mãe, que foi expulsa de casa quando ainda era bebê. Ela teve irmãos, mas nunca se conheceram. Aos 14 anos, Judite se casou e anos depois, o cunhado, que já estava instalado no Paraná, foi buscá-los para trabalhar na lavoura. ''Ele falou que aqui tinha café e trabalho. Quando a gente chegou a Londrina, veio aquela geada que acabou com tudo. Estou até hoje aqui porque na Bahia não tem mais minha gente'', comenta. 

Os tempos dedicados à lavoura, o gosto por comidas simples e a devoção as são respostas que dona Judite encontra para justificar os 100 anos de vida. Das lembranças da vida deixada no sertão, só restam agora a saudade e os quadros de santos pendurados na parede. Quanto à solidão, a baiana tem uma só resposta: ''o importante é sorrir para tudo''. E da porta de casa, se despede com alegria, cantando para a vida.
Micaela Orikasa 
Reportagem Local